Coordenadores do PIBID-UESPI discutem perspectivas para o programa na última mesa da I Jornada Extensionista
A última mesa redonda da I Jornada Extensionista da UESPI, intitulada “PIBID/UESPI: Consolidação e perspectivas”, ocorreu na tarde do dia 28, no auditório central do campus Torquato Neto. A mesa teve como mediador o Prof. Esp. Marivaldo Oliveira Mendes, e como apresentadores a Profa. Dra. Francisca Lúcia de Lima, Coordenadora Institucional do PIBID/UESPI, e o Prof. Dr. Marcelo de Sousa Neto, Coordenador Pedagógico do PIBID/UESPI e Pró-Reitor de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários.
| Professor Marivaldo Oliveira |
A professora Francisca Lúcia enfatizou em sua apresentação as mudanças pelas quais o programa terá de passar. Como no quesito da escolha dos coordenadores de área, que agora terão que cumprir pré-requisitos como terem mestrado e já estarem dentro das salas de aula há pelo menos 3 anos. “O PIBID é um programa muito sério, então o comprometimento de cada bolsista é essencial. A gente precisa que o bolsista se comprometa, que o coordenador se comprometa, que o servidor se comprometa, para que o programa funcione”, disse a professora.
| Professora Francisca Lúcia de Lima |
Francisca Lúcia alertou ainda para o fato de algumas bolsas PIBID serem usadas como se fossem de iniciação científica, o que desvirtuaria o programa e tiraria o foco da melhoria da docência, que é justamente o motivo de criação de todo o programa. “O PIBID não é um programa de distribuição de bolsas, é um programa de formação continuada. A bolsa é o “a mais”, é ela que permite que o aluno se dedique naquelas horas e que ele tenha um apoio financeiro para permanecer no seu curso”.
Já o professor e Pró-Reitor Marcelo Neto iniciou sua fala discorrendo sobre o próprio processo de formação do povo brasileiro. Segundo ele, antes “tinha-se a ideia de que para o país se desenvolver ele precisava de intelectuais, e daí se formaram pesquisadores, especialistas, mestres e doutores, e se esqueceu da formação de educadores”. Segundo Marcelo Neto, isto gerou um fosso entre o discurso acadêmico e a educação básica.
| Professor Marcelo Neto |
Para o professor, o programa é importante pois aproxima as discussões feitas na universidade do ensino realizado na educação básica, sobretudo no ensino fundamental. Esta aproximação, segundo ele, seria responsável por melhorias essenciais em toda a estrutura do ensino básico. “No instante em que o nosso graduando está focado na sua formação, na reflexão e no enfrentamento de problemas da educação básica, ele está fortalecendo a sua prática enquanto docente e será um professor mais estimulado e mais preparado.”
Por Jônatas Freitas, estagiário (Ascom / UESPI)
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